Review: Blue Trash Can – Lights From Behind

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6 anos a trocar experiências, riffs frenéticos, concursos de bandas e muita paixão por aquele que consideramos um bom rock n’ rol, acarretam em 2013, “Lights From Behind”, o álbum de estreia dos Blue Trash Can.

Junho de 2007, um Verão como todos os outros dava início a este projeto auspicioso, que ao longo de 6 anos construiu uma identidade muito própria através das suas sonoridades e letras que assinalam um percurso bem paciente até chegar ao que se acha o ideal neste panorama musical. Francisco Mathias na voz, Mário Costa na guitarra, Rui Almeida no baixo, Nuno Silva na guitarra e Vasco Graça na bateria formam os Blue Trash Can. Em 2009, os BTC apresentaram o seu primeiro videoclip do tema “Primordial Touch”, inserido no seu EP de estreia “Who keeps the silence, keeps the lie!”. Com 5 temas, o EP de estreia levou a banda aos seus primeiros espetáculos de apresentação dos seus originais. Em 2013, “Lights from the Behind” trazem os Blue Trash Can a um novo cenário, com showcases nas várias Fnac’s do país e até uma apresentação no Hard Rock Café em Lisboa, no passado mês de Fevereiro.

É com um brilhante toque de bateria que “Together We Fall” inicia este disco. A voz de Francisco Mathias é por si só, bastante particular, encaixando inteiramente no “tom Blue Trash Can”, se assim o podemos caracterizar. Segue a rodagem, não como vinil mas como reprodução digital, com “I’m Over Here”. Este segundo tema traz maior pujança e vigor melodicamente, fixando precisamente este lirismo que entoa como um processo designado por um apelo, uma chamada de atenção que soa a alto e bom som.

“Light Farm” conta com a participação especial de Diogo Dias dos Klepht. Esta terceira faixa detém aquele tom inspirador na combinação de ambas as vozes no refrão, conseguindo ser uma das faixas de eleição deste disco.

Eles são 5, e estão prontos para tocar, afirmam no seu tema “Lights from Behind”, que dá nome a este álbum. Esta oitava faixa conta-nos um pouco do percurso da banda nos últimos anos, até à sua atual posição. Deve ser considerada como faixa em destaque neste disco, não só pelo seu lirismo que nos oferece um pedaço deste projeto, Blue Trash Can, como pelo seu sonoro que se acha bem edificado.

A meta de um álbum é sempre feliz num tom semi-acústico, e os Blue Trash Can sabem bem disso. Com a participação de Miguel Mendes dos Blind Zero, o tema “Lost Track” não foge ao que se pede, e muito menos se encontra perdido. Este é sem sombra de dúvidas, um dos melhores temas do álbum, com destaque para o violoncelo de João Pires (Metropolitana de Lisboa) no final desta faixa.

“Lights From Behind” demorou mas chegou ao fim de 6 anos nestas andanças, por parte dos Blue Trash Can. Valeu apena esperar.

Faixas favoritas: “Light Farm”; “Lost Track”; “Table for one”. 

– Ana Camilo

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