Oaken – Revelation (Review)

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Cinco rapazes com sonoridades em comum criaram uma mistura enigmática recheada de melodias frenéticas que se distinguem pela sua veracidade. Estes são os Oaken e o seu “Revelation”.

Em meados de 2011, Dinis Santos e Emanuel Domingos iniciavam este projeto entre uma guitarrada e outra. Um sonho que acabou por se tornar num objetivo de realizar um bom rock. Pouco depois, Ricardo Garcia, Afonso Inácio e Espedito Gomes juntavam-se à comitiva que se passaria a designar como Oaken. Uma banda de cinco rapazes que trazem desde o alternativo ao post-grunge, uma projeção de tamanha dimensão. Os Oaken encontram-se entre uma das 500 melhores bandas de rock alternativo no mundo, pelos ouvintes da rede ReverBNation. Os lisboetas continuam atrás do sonho. Atualmente, o quinteto encontra-se a concorrer pela vitória no concurso Optimus Live Act, onde poderão gravar um disco através da Optimus Discos e, atuar no festival Optimus Alive. “Revelation”, gravado em 2012, é o mais recente trabalho da banda. Um disco que inclui a participação especial de Mário Nunes dos Atitude.

“Hold On”, presente neste disco, denuncia aquela veracidade que se refere. Ecoam riffs que refletem o restante tema. Melodicamente, os Oaken têm um trabalho muito bem conseguido. Surgem riffs frenéticos que arrepiam através de uma distorção que nos permite distinguir uma guitarra da outra. Solos muito particulares transmitem uma autenticidade que nos convida a fechar os olhos e sentir o choro daquela guitarra.

“Revelation” surge em formato mais agressivo, fugindo mais para a influência do metal que reside nos temas destes cinco lisboetas. Com o sonoro mais adiantado, denotamos então aquele tom alternativo. Os solos são de aplaudir, saliento. Os Oaken têm a capacidade de nos agarrar às suas melodias. Ricardo Garcia afirma e bem, “estar dentro da nossa cabeça” neste tema com um vigor que nos deixa inquietos.

Procurar o nosso eu no fundo de um buraco obscuro é uma característica muito comum que nos ocorre no imaginário através de uma personagem fictícia. “Stranger Inside” é exatamente isso. Um apelo que grita de pulmão cheio “What’s going on?”.  

Há ainda “What is Real” que dá o pontapé de saída com riffs mais melódicos. Nesta, não se oferece destaque apenas à guitarra mas, também ao excelente trabalho na bateria. Surge aquele riffs que se repete do início ao fim. Um riff deveras contagiante, que nos transporta na progressão desta faixa.

Se o desejo era criar algo novo, os Oaken podem gritar missão cumprida. “Revelation” é mais do que um disco, é uma lição melódica.

Faixa favorita: “Hold On”

– Ana Camilo

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