Drop Top em Entrevista: “All In One” vai deixar muitas pistas de dança em chamas

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Chegados de Lisboa até ao Alentejo para a Semana Académica de Portalegre, os Drop Top estiveram à conversa com a Live Shows Portugal na passada segunda-feira, 29 de Abril, para nos revelar alguns detalhes por detrás destes 5 anos na eletrónica nacional como dupla de sucesso. C-Netik e Alif prometem um novo disco recheado de boas colaborações já no próximo Verão. 

Já andam na estrada desde 2008 como dupla, mas foi com o Vodafone Ones To Watch que ganharam uma maior visibilidade no panorama da eletrónica nacional. Cinco anos depois, caminham para o vosso primeiro disco após o lançamento de alguns EP’s. Até aos dias de hoje, o que é que mudou com este percurso?

Começámos numa altura onde o electro estava em força. Uma altura em que surgiram nomes como os Justice, e nós sentimo-nos um bocado influenciados por isso. Baseamo-nos inicialmente no electro. Mas, tal como nós mudámos, achamos que a música também mudou. Começamos a ser mais influenciados por produções como o dubstep e um pouco do drum n’ bass, começando a ser mais refletido na música que fazemos hoje em dia. Penso que fazemos um pouco de tudo.

Começaram então a adaptar muito o vosso som aos estilos que se ouvem hoje em dia?

Sim. Nunca fugimos ao electro, pois é um som que gostamos. Mas, hoje em dia abrangemos mais vertentes como o dubstep, o drum n’ bass e algumas influências de hip-hop. Basicamente, um pouco de tudo. O que se notou mais ao longo dos anos foi juntar a nossa cena a solo com a cena Drop Top, tentando fazer um bocado de tudo quando atuamos como Drop Top. À medida que fomos evoluindo, fomos cruzando um bocado os outros estilos em vez de optarmos apenas pelo electro. 

Já definiram uma data para lançar o vosso novo álbum?

A data ainda não está bem definida. Já temos metade do álbum pronto e temos o lançamento previsto para Junho. Mas, ainda não podemos prometer nada. 

Com um lançamento mesmo à porta, já podem adiantar alguns pormenores. O que podemos esperar deste novo disco?

Podem esperar muitas colaborações neste álbum. Um álbum um pouco multi-género que se vai chamar All in One, que vai definir onde estamos agora no nosso percurso, que engloba fundir vários géneros em que trabalhamos, desde o dubstep a big beat, drum n’ bass e o próprio electro de origem. Prometemos também várias colaborações com vários artistas que para além de nossos amigos, são artistas que respeitamos e apreciamos o trabalho deles. Vamos tornar este álbum um projeto mais interessante que para além do nosso trabalho, conta com a influência destes artistas. 

Acham ser um álbum que vá marcar a diferença na eletrónica nacional?

Achamos que vai porque, em primeiro lugar, nunca houve um álbum por um artista português que englobasse tantos géneros da música eletrónica, e nisso, nós vamos ser um bocado pioneiros. Por outro lado, também vai meter muitas pistas de dança em chamas, e o objetivo é acima de tudo esse. Ao mesmo tempo pretendemos mostrar o que andamos a fazer e o que está nas nossas cabeças. 

“Wut You Know” é o primeiro single revelado deste “All In One”. Falem-me um pouco desta faixa e o porquê de ter sido escolhida como primeiro single. 

Foi o primeiro single porque, em primeiro lugar, é electro. Queríamos voltar às origens e apresentar algo que é verdadeiramente Drop Top como eramos antigamente. Por outro lado, queríamos mostrar algo diferente para além do que tínhamos andado a fazer como o dubstep, drum n’ bass. E assim voltámos a apresentar algo da linha antiga. 

Sabemos que a eletrónica e o dubstep estão a ganhar cada vez maior impacto em Portugal, conseguindo cada vez mais fãs no registo. O que acham que ainda falta na produção de eletrónica nacional?

Neste momento o electro como já existiu, não se encontra tão forte. Mas, em Portugal tem vindo a crescer bastante ao longo do tempo, vindo a fundir-se com a música mainstream num modo geral. É basicamente essa fusão com o mainstream que está a acontecer. Ainda falta a abertura de muitas casas deste género para permitir a expansão que gostaríamos. Podemos dar o exemplo da Semana Académica de Portalegre. Há três anos atrás, o nosso trabalho não seria algo que as pessoas aqui achassem interessante. É provável que estivessem mais habituados a ouvir um som mais comercial. Mas, houve uma fusão do estilo comercial com o nosso estilo, que passa mais pelo underground. Normalmente isto surge nas grandes cidades e depois espalha-se então para o resto do país. Basicamente, acho que foi isso que aconteceu de há 3 anos para cá. 

Atualmente, quem são os vossos produtores favoritos?

Temos grandes influências principalmente no Drum N’ Bass, que influenciaram a nossa carreira como dj’s. Podemos referir produtores como os Noisia, que foram marcos na nossa história. Mas hoje em dia, já somos influenciados por muitas outras coisas, desde Boys Noize a Skrillex, tendo influência em algumas coisas. Todos os artistas que estão “na berra” acabam por nos influenciar. Mais fora desse círculo meio mainstream, também temos outros artistas que nos influenciam como o novo estilo de UK Bass que anda por aí. Depois ainda surge a cena mais garage. Mas gostamos um pouco de tudo.

Após esta questão, com quem gostariam de colaborar?

Gostaríamos de colaborar com alguns artistas que começaram o percurso como nós. Artistas que começaram numa cena mais drum n’ bass e depois passaram para uma cena mais electro e rave, como os Noisia ou os Kill The Noise. Tiveram percursos bastante semelhantes com o nosso. 

Até à data, qual foi o local onde mais gostaram de atuar?

Nós temos públicos muito diferentes. Podemos atuar para 3 mil pessoas ou estar num club onde a atuação seja mais intensa. Posso dizer que adorei atuar numa escola secundária para miúdos de 14 anos, pois não foi um gig normal. Nós gostamos no geral de todos os gigs que fazemos. O do Técnico foi interessante, pois atuamos para 7 mil pessoas. Talvez o gig onde tivemos uma maior audiência. Mas são muitas as boas memórias, é difícil escolher apenas um. 

Como dj set, vocês costumam adaptar o set ao respetivo público para quem atuam?

Um pouco. Por vezes é difícil de avaliar antes, até chegarmos ao sítio e percebermos o que se está a passar. É um pouco complicado de o fazer. Portanto, passa mais por começarmos com o habitual que costumamos fazer e ir adaptando ao longo do set, dependendo da reação das pessoas. 

Vieram até ao Alentejo hoje, o que não é o vosso cenário habitual. Quais são as vossas perspetivas relativamente à atuação de hoje na Semana Académica de Portalegre?

Esperamos que nos surpreendam. Esperamos que o pessoal esteja a sentir e que se divirta com a atuação de hoje. 

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