Reportagem: Natiruts na Aula Magna em Lisboa

natiruts aula magna

Nem a chuva, nem o frio arrefeceram o ritmo quente dos Natiruts na passada quinta-feira, dia 16 de Maio, na Aula Magna em Lisboa.

Os Natiruts estiveram em Portugal para dois concertos nas passadas quarta e quinta-feira, onde apresentaram o seu novo DVD em acústico.

Faltavam cerca de 10 minutos para as dez, e a sala lisboeta já ia ficando composta à medida que muitos controlavam o êxtase ao som de vários temas de reggae como AYO, que irá marcar presença no Positive Vibes deste ano.

Casa cheia, lotação esgotada e uma impaciência dos que ali residiam sentados por um curto espaço de tempo, era o clima que se denotava no ar. Dando início às hostilidades, soou uma breve introdução dos 16 anos de carreira dos Natiruts que se seguiu por Jammin’ de Bob Marley até à entrada da banda em palco.

 A entrada de Alexandre Carlo ao som de “Carcará e a Rosa” levou o público que ali se encontrava ao rubro e, rapidamente a absorver as boas vibrações do reggae brasileiro. Mas foi com o tema seguinte que muitos já abanavam a anca e o ombro numa sala em que estar sentado ao som daquela vibração positiva era praticamente impossível. Foi ao som de “Meu Reggae é Roots” que Alexandre e a sua comitiva cumprimentavam a plateia pedindo energia positiva aos Lisboetas. Um tema cantado em uníssono por uma plateia com olhares repletos de encanto e inspiração. Confessando ser uma satisfação imensa regressar a Lisboa, os Natiruts introduziam “Au de Cabeça” com um groove enérgico de toda uma panóplia de cores positivas que só o reggae oferece. Passados 25 minutos de atuação, os que ali paravam não resistiam a tão calorosas melodias, dançando e cantando de pé com as mãos no ar, como lhes havia sido pedido pela banda de Brasília. Sempre atento às melodias ritmadas do reggae, o público acompanhava a percussão de “Glamour Tropical” com palmas bem coordenadas e um entusiasmo de louvar.

Os vários símbolos nacionais de apoio não faltavam, onde emergiam as bandeiras do Brasil e do Nordeste brasileiro, as quais mereceram os comentários do vocalista que cantava para uma sala recheada por um público bastante heterogéneo.

Sucediam ritmos mais quentes como “Dentro da Música” e “Groove Boom” que conduziam muitos a mover-se até às escadas e dançar bem agarradinhos, sentindo tais vibrações enquanto cantavam levemente os temas da banda. “No Mar” teve direito ao apelo de Alexandre Carlo dizendo que ficaria muito feliz com as mãos de Lisboa no ar. Nesta, oferecemos especialmente destaque a João Ferreira, o qual fazia um excelente trabalho dominando aquela guitarra acústica libertadora de maravilhosos acordes translúcidos que transbordavam soberbas vibrações.

O momento alto da noite entrava em cena com um dos temas mais aclamados dos Natiruts, “Sorri, Sou Rei”. Muitas vezes a alegria se manifesta através de barulho, afirmava um vocalista de sorriso rasgado onde o orgulho em observar uma sala cheia que correspondia aos seus apelos aprazia qualquer um. Após afirmar querer ver as mulheres estilosas de Lisboa de pé, assim como a restante plateia, surgia Mónica Ferraz ao ritmo de uma canção que já leva 4 anos desde o lançamento no seu “Raçaman”. A portuguesa que envergava um vestido azul com pormenores de rosa, mantinha aquele público de pé que cantava novamente em unânime do início ao fim. Um dueto que apesar gravado à distância encaixa que nem uma luva ao vivo, onde duas vozes entram em conexão na mais pura magnificência.

Após todo o êxtase causado pelo tão esperado dueto, a Aula Magna acalmou com “Supernova”, dando o primeiro impasse para os temas em tom acústico. E que bem recebidas foram estas melodias. Para acompanhar com uma gatinha e um copo de vinho verde, dizia Alexandre, surgia “Pérola Negra”, tema interpretado no Dvd com Luiz Melodia.

Já se tocava há uma hora aquele reggae que enchia corações de alegria e energia positiva, quando soou “Leve com Você” que convidou a Aula Magna a levantar-se novamente e abanar as cadeiras através de um groove contagiante. Energia ao rubro na Reitoria da Universidade de Lisboa. Uma energia que perdurou durante mais três temas até chegar a “Quero Ser Feliz Também” que dava o impasse para “Reggae Power”, recebido de braços abertos por um público completamente rendido. Um “Reggae Power” que se cruzou com “Mas que Nada” de Sérgio Mendes numa reggae vibe sentida.

A pedido de muitos, os Natiruts regressavam ao palco para adicionar mais 3 temas à sua setlist. A nossa geração e a que virá aprenderá com a nossa energia positiva, dizia Alexandre ao dar o pontapé de saída para “A Cor”, onde apresentava a comitiva Natiruts completa.

De mãos no ar a sentir a boa onda do reggae, entrava em cena aquele tema que se dizia como música de fogueira. “Liberdade para dentro da cabeça” encerrava uma noite memorável repleta por uma energia incrível.

O público ainda pedia mais. Pedia “Beija Flor”, que Alexandre Carlo ofereceu a solo com a sua guitarra em tom acústico para uma Aula Magna deliciada por aquela noite dedicada ao poder do reggae.

Os Natiruts marcaram um regresso memorável à capital lisboeta, onde não atuavam desde 2010 no festival Delta Tejo. Um concerto onde um ambiente de proximidade proporcionado pela Aula Magna fez a noite dos presentes.  

A banda tem novamente regresso marcado para o dia 8 de Agosto no MEO Sudoeste.

– Texto: Ana Camilo

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