Blind Zero – Kill Drama Review

blind zero

Com 19 anos recheados por uma carreira arrebatadora, os Blind Zero vão do rock inspirado no Grunge de Seattle em 94’ até ao rock alternativo presente neste Kill Drama. Um disco inserido na vanguarda musical portuguesa, bem “próximo da realidade” atual.

Os Blind Zero acompanham a correria dos últimos anos, onde as suas origens se designam apenas como meras memórias gravadas em discos como o seu primeiro EP “Recognize”, lançado em 1995. Escoltando as tendências, este Kill Drama segue uma linha vanguardista onde os riffs se tornam mais alternativos e os coros a puxar ao britpop. Esta evolução não é necessariamente um ponto negativo na carreira da banda, pelo contrário. Os Blind Zero adaptaram a sua visão ao que se vive no universo da música atual, deixando a nostalgia de parte. Temos riffs mais limpos como em “Stormy Weather”, porém podemos escutar aquele específico lirismo bem erguido, como sempre souberam executar.

Miguel Guedes, Vasco Espinheira, Pedro Guedes e Nuxo Espinheira formam o quarteto a quem chamamos Blind Zero desde 1994, com algumas mutações pelo caminho. O ano seguinte bebia muito daquele sonoro do grunge de Seattle e Rock Alternativo da década. Um ano marcado pelo lançamento do seu primeiro álbum de originais “Trigger”, que rapidamente atingiu um galardão de Ouro. Dez anos depois, a banda já se tornava veterana nestas andanças ao lançar “The Night Before and a New Day”, considerado um dos melhores discos do ano, com direito a digressão acústica pelos auditórios nacionais. Em 2010 chegava-nos “Luna Park”, disco que antecede a este “Kill Drama”, entrando diretamente para o 6º lugar do top nacional. Podemos afirmar que “Luna Park” se ausentava levemente do registo que estávamos acostumados. Aquele sonoro mais impulsivo que nos remetia até 2007 a “Time Machine” não se encontrava perdido, apenas sentia uma evolução digna do estatuto de novos veteranos do rock português que os Blind Zero já mereciam. É com este “Kill Drama” que a banda liderada por Miguel Guedes segue em 2013 num trilho repleto de conquistas sedutoras.

O primeiro tema deste “Kill Drama” intitula-se de “Stormy Weather” e, pode-se descrever como uma faixa de riffs límpidos com um início que ecoa ligeiramente a Coldplay, passando aquele entusiasmo otimista. Porém, subsiste rapidamente uma diferença entre Miguel e Chris, denominada por naturalidade de interpretação. Os Blind Zero demonstram espontaneidade em todo este disco. Apesar de uma maior insistência em coros sonantes, a banda ainda detém daquela melodia inspiradora que integra temas plenos.

“Down To The Wolves” é o mais recente single deste disco de onze e ocupa aqui a quarta posição. Tal como os anteriores, liricamente, os Blind Zero são sublimes, e isso é incontestável. A sua melodia apresenta um toque mais comercial, expõem os fãs. No entanto, por aqui não se designa inovação como comercialização.

“Kill Drama” é um álbum de sedição artística que reflete o quotidiano de um modo congénito. Um drama autêntico que revela uma batalha a travar. Os Blind Zero trazem essa autenticidade em melodias projetadas por um lirismo genuíno num disco que se recomenda.  

Faixas favoritas: “High and Low”; “People That Hate People”. 

– Ana Camilo

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