Reportagem: 1º Dia Optimus Alive 2013

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Vampire Weekend e Green Day foram os reis da festa no primeiro dia de Optimus Alive 13’ no Passeio Marítimo de Algés.

Apesar de um dia acinzentado, tal como no primeiro dia da passada edição do Optimus Alive, nada afastou o público de assistir a concertos como Green Day, Vampire Weekend, Aluna George , Biffy Clyro e Edward Sharpe & The Magnetic Zeros nesta 7ª edição do festival.

Os Stereophonics abriam as hostilidades no Palco Optimus numa tarde que ainda se deparava com os que circulavam na exploração de um recinto de música e arte. A banda inglesa entra com o pé direito e já na segunda musica, Local Boy In A Photograph, rende o público português ao seu encanto britânico. Um concerto onde presenciámos de diversas faixas do seu novo álbum Graffiti On The Train, como Indian Summer. Mas o ponto alto deste concerto há sido sem sombra de dúvidas a melodiosa Maybe Tomorrow. Ecoava já um público que cantava em uníssono com Kelly os versos desta balada. Incluiam ainda Mr. Writer e Dakota no alinhamento. Os Stereophonics davam assim um bom pontapé de saída na abertura deste Palco Optimus.

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De seguida surgiam os Biffy Clyro com o palco já bem quentinho e um público que já se concentrava numa atuação que servia de ímpeto para os tão aguardados Green Day e Two Door Cinema Club. Muita energia, power chords que nos faziam vibrar e ritmos galopantes neste segundo concerto do palco principal. Por entre saltos, empurrões e palmas, era notória a satisfação do público português para com a banda. Spanish Guitar, Black Chandelier e I Am The Mountain integravam o belíssimo alinhamento com que nos presenteavam. A banda escocesa recheava um palco que testemunhava uma grande entrega por parte daquele público ansioso. Simon Neil e companhia aqueciam os corpos com fervor e muito suor numa atuação especial aplaudida com vivacidade pelos demais.

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Tó Trips e Pedro Gonçalves não desiludem e a sua atuação no palco Heineken não foi exceção. A expetativa já era alta e apesar de uma adesão ligeira provocada pela atuação dos Two Door Cinema Club no palco principal do festival. Dead Combo foram a grande figura nacional do cartaz do Palco Heineken neste primeiro dia. A típica mistura visual e sonora do rock com fado enriquece riff após riff desta dupla que encantou o mundo através de Bordain. Envergando os seus fatos negros, a dupla portuguesa levou o Palco Heineken a “bater o pézinho” com os seus ritmos quentes. Sopas de Cavalo Cansado, Cachupa e Anadamastor fizeram parte de um alinhamento onde a dupla nos cativou como sempre, através das suas sonoridades de compasso bem aprumado.

A dinâmica entre palcos e a correria intensificavam-se para quem não queria perder um segundo do “melhor cartaz do ano”. O duo lusitano era trocado por muitos pelos irlandeses no Palco Optimus que marcavam o seu regresso com aquele som independente que colocava a multidão a dançar ao anoitecer. Os Two Door Cinema Club aqueciam a atmosfera com melodias coloridas e enérgicas que davam um cheirinho a verão numa noite encoberta.

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Chegamos aos cabeça de cartaz da noite, os californianos punk rockers Green Day. Hey Ho Let’s Go dos Ramones dava o sinal de que já pouco faltava para o concerto. Animada pelo coelhinho branco de Awesome as Fuck, a multidão preparava-se para o concerto mais aguardado do dia. Surge The Good, The Bad And the Ugly aplaudido já com o extâse expectado. Além dos temas presentes em Uno, Dos e Tres, não puderam faltar os clássicos que meteram o público a cantar bem alto, tais como Know Your Enemy, Holiday, Boulevard Of Broken Dream e Wake Me Up When September Ends. Regressando a Dookie ocorria Burnout e Basketcase. Entre uma e outra Highway To Hell entrava em cena.

Os Green Day traziam mais de duas horas que resumiam uma carreira de êxitos desde da década de 90, onde Billie Joe não perdia o vigor entre saltos e apelos a uma geração que vai crescendo e amadurecendo como a sua música. Voltamos a Dookie onde um fã português é chamado ao palco para umas guitarradas com o trio que se apresentava em formato de quarteto com Jason White. Já vai sendo hábito nas bandas de pop-punk uma entrada por um sortudo do público, desde que assistimos aos Sum 41 em 2011 no Coliseu. Mas a soltar riffs, o jovem desempenhou bem o seu papel, marcando certamente as suas memórias e com uma guitarra para abrilhantar.

A encerrar já no encore sobrevinha mais uma maré de hits de carreira em regresso a 2004 com American Idiot e Jesus Of Suburbia. A poucos minutos do fim, os Green Day traziam-nos uma agradável e divertida paródia circense com todos os elementos da banda mascarados com perucas e óculos absurdamente grandes, chapéus exagerados e, no caso de Tré Cool, lingerie feminina. Simultaneamente, a banda entoava temas como Break On Through To The Other Side dos The Doors, Satisfaction dos Rolling Stones e Hey Jude dos Beatles.

Os Green Day trouxeram uma coletânea de hits que marcou o primeiro dia do Passeio Marítimo de Algés com uma eloquência digna destes veteranos do pop-punk.

Do outro lado, Edward Sharpe and the Magnetic Zeros dominavam um público rendido. Já se conhecia o potencial da banda, mas a atuação de ontem merecia uma maior ponderação. A banda de Alex Ebert trouxe a Portugal o seu mais recente álbum homónimo com data de lançamento prevista para este mês. O folk dominava o palco Heineken por volta da meia-noite, um registo que tem vindo a cair nas graciosidades do público português.

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Se os Green Day haviam sido encantadores, os Vampire Weekend ganhavam o prémio de potencial melhor atuação deste primeiro dia. A questão que sondava a dúvida dos demais seria óbvia. Os Vampire Weekend mereciam um palco maior, e com este uma atuação alongada. Os indie rockers regressavam a terras lusas em formato apoteótico com novo disco na bagagem. Modern Vampires of The City trazia consigo uma banda com visão e coerência, que procura inspiração em clássicos e isso, é facto que os torna peculiares. Falando em clássicos, esse não faltaram à banda que interpretava temas aclamados como “A-Punk” e “Horchata”, arrancados diretamente dos seus dois primeiros álbuns.

O Optimus Alive regressa hoje ao Passeio Marítimo de Algés com Depeche Mode, Editors, 2 Many Djs, Capitão Fausto e muitos outros. 

Texto: Filipe Botas

Fotografia: Rúben Viegas (Optimus Alive oficial facebook)

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