Earth Drive – Ink Storm

“Ink Storm”, o mais recente trabalho dos Earth Drive, dá sequência ao âmbito de reviews da Live Shows Portugal nesta que se apresenta como semana nº 11 na representação de álbuns com assinatura portuguesa. “Ink Storm” delineia riffs dominantes, vigorosos, competentes e deveras alucinantes. Um conjunto de adjectivos genuínos que condizem com o timbre vibrante de Sara Antunes.

       Formados em 2007 por Hermano Marques, Carlos Rodrigues e Jorge Pinela, os Earth Drive já sofreram algumas mutações até à sua formação actual. Com origem no Montijo, a banda começou por ensaiar nessa altura onde projectavam alguns riffs sonantes que davam origem a este projecto actual. Em 2008 dá-se a entrada de Sara Antunes, enquanto esta observava certas influências desde projecto como A Perfect Circle, Deftones e Tool. Actualmente, os Earth Drive são constituídos por Hermano Marques na voz e guitarra, Sara Antunes como vocalista central, Luís Eustáquio na bateria, André Eusébio na guitarra e Luís Silva no baixo. E é com a formação actual de 5 membros que os Earth Drive se deparam com um novo conceito de solidez e pujança no seu trilho marcado agora pelo seu EP de estreia “Ink Storm”, lançado e editado este ano pelas mãos da própria banda.

       Riffs alucinantes e certamente severos dão início a esta “Lactomeda”, tema de abertura do EP em menção. Empezando por sublinhar particularidades dos Earth Drive, esta é decerto a mais notória deste projecto. Os Earth Drive representam uma projecção de riffs veementes, graves e ásperos, que determinam o seu registo dissemelhante. Retornando ao tema, “Lactomeda” caracteriza-se por um instrumental expressivo que determina uma revolta estrondosa no seu sonoro.

Entra “Underwater Cork” em cena já com a voz suave de Sara Antunes a assistir aos tais ovacionados riffs psicadélicos conducentes de eloquência. A faixa encontra-se nos seus 3 minutos de reprodução quando surge um assombroso solo de guitarra, tão flamejante que nos leva a uma condição de estupefacção derivada da sua conexão com aquela bateria detentora de uma melodia crua.

Caminhamos em direcção ao tema que dá nome a este trabalho, “Ink Storm”. Uma faixa iniciada precisamente e, como o nome indica, por um ruído de trovoada, seguido de uma voz mais pesada e crua por parte de Hermano Marques. Cria-se um duo de vozes opostas causadoras de uma revolta enérgica e versátil onde surge uma disputa na fusão melódica.

Encontramos dois temas conexos aliciantes na íntegra deste EP. “Western Spirit” e “Western Spirit II” são temas onde achamos dois instrumentais curtos e diferenciados. Advém que na primeira versão de “Western Spirit” nos deparamos com riffs em um modo mais clean, não desmemoriando aquele efeito peculiar do seu rock psicadélico no background. Já na segunda parte do tema, o clean mantém-se mas, o efeito do tal background sobrevém num tom mais activo.

Na quinta posição ainda há “White Line” para elucidar. “White Line” é das faixas com maior impacto no nosso ouvido. Um tema que acelera o nosso ritmo, gera um certo headbang e liberta riffs frenéticos captadores de emoção e entusiasmo. “White Line” ganha de longe todo o apreço e conquista o lugar de faixa favorita.

“Garden Of The Dead” cessa esta review em um tom mais vibrante e agressivo, impiedade que a voz de Sara restringe de modo eficaz, tornando-o em um tema atraente, possante e audaz.

Elegemos como faixas favoritas “White Line” e “Underwater Cork”.

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